Após 10 dias de greve, operários da construção civil continuam parados e sem perspectiva de acordo de reajuste salarial com as empresas construtoras em Campo Grande. Ontem, Dia do Trabalho, líderes sindicais dos operários passaram a tarde reunidos, para definir os novos passos a serem tomados no movimento.
Enquanto a situação não se define, aumenta o número de adesão à paralisação.
Funcionários de mais quatro canteiros de obras cruzaram os braços na quarta-feira, dia anterior ao feriado.
“Já estamos com quase 20 mil trabalhadores parados, a greve continua”, disse José Abelha Neto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campo Grande (Sintracom-CG).
Segundo ele, uma nova assembleia geral está prevista para terça-feira, dia 6, quando nova estratégia da greve será discutida com toda a categoria.
Antes, o sindicato pretende se reunir com representantes das construtoras, para saber se haverá melhoria em relação à proposta oferecida pelos empresários. A reunião deve acontecer nesta sexta-feira.
Pela proposição das empresas, o reajuste oferecido foi de 7% para serventes e pedreiros e de 6% para as demais categorias, como engenheiros e funcionários administrativos.
A proposta não agrada os operários que pedem reajuste de 15% para serventes e pedreiros, além de 10% para as demais categorias. Além disso, os funcionários exigem ainda vale alimentação no valor de R$ 150. O piso base de um servente é de R$ 750 e do pedreiro R$ 1 mil.