Funcionários contratados dos Centros de Educação Infantil (Ceinfs) votaram nesta manhã (12) a proposta do prefeito Gilmar Olarte (PP) de reajuste salarial de 8%, rejeitaram e deflagraram greve por tempo indeterminado. Depois de protestar na Praça do Rádio, em Campo Grande, cerca de 200 trabalhadores foram para a prefeitura. A categoria pede reajuste de 20%.
A presidente do Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Estado de Mato Grosso do Sul (Senalba), Maria Joana, informou que 90% dos Ceinfs fecharam hoje, dentre eles está o Centro de Atendimento à Criança Rafaela Abrão (Caic), que fica no Bairro Aero Rancho.
Ainda conforme a sindicalista, atualmente 96 Ceinfs atendem 21,8 mil crianças em Campo Grande. Cerca de 2,5 mil funcionários são contratados por meio de convênios.
O secretário Municipal de Administração, Valtemir Alves de Brito, acompanha a manifestação e tenta sensibilizar os trabalhadores a aceitar a proposta da prefeitura.
Durante o protesto, o secretário chegou a alertar que a questão seria encaminhada para a Justiça, no entanto, logo em seguida recuou e disse que ainda hoje espera chegar a um “denominador comum”.
Negociação
Gilmar Olarte propôs, além do aumento de 8%, a redução da jornada de trabalho de 8 para 7 horas diárias e garantia de licença-maternidade de seis meses. A administração municipal recebeu seis funcionários para negociar o reajuste.
A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) se ofereceu para fazer parte da comissão de negociação do salário na prefeitura, mas os trabalhadores não aceitaram.
O prefeito e o vereador Paulo Siufi tentaram convencer os funcionários a negociar, mas sem greve. "Se não trabalhar, pensamos que o objetivo (de greve) é outro", disse Gilmar Olarte.
Durante a tentativa de negociação com os trabalhadores, o prefeito da Capital disse que só negocia com a volta imediata ao trabalho. "Caso contrário, temos outras armas e vamos usá-las", garantiu.
Já os funcionários decidiram manter a greve e marcaram reunião para hoje, às 17h, ocasião em que voltam a discutir o assunto.
Matéria editada às 10h39min para acréscimo de informações.