O Departamento de Defesa americano está considerando um pedido do Exército para transferir a soldado transgênero Chelsea Manning, acusada de vazar informações ao Wikileaks, a uma prisão civil, segundo o Pentágono.
A ideia é que Manning, antes conhecido como Bradley, possa receber tratamento adequado para um transgênero.
Manning pede por terapia hormonal e quer poder viver como uma mulher.
Ela foi condenada a 35 anos de prisão por divulgar mais de 700 mil documentos secretos para o Wikileaks, dirigido por Julian Assange.
Manning foi detida enquanto servia como analista de inteligência júnior em uma base americana perto de Bagdá.
O secretário de Defesa americano, Chuck Hagel, aceitou o pedido do Exército de "avaliar as opções de tratamento" para Manning.
Hagel defende que as forças armadas revisem sua proibição de aceitar transgêneros --homossexuais já são aceitos.
No último dia 23, ela foi legalmente reconhecida como Chelsea Manning.
Manning cumpre sua pena na prisão de Fort Leavenworth, no estado norte-americano do Kansas, e deu entrada no pedido de mudança de nome depois que procedimentos da corte marcial revelaram seu conflito de identidade sexual.