O vai e vem motivado pelas decisões judiciais que mexeram entre anteontem e ontem no comando da prefeitura de Campo Grande expõe um dos piores ritmos na administração municipal que parece não ter se locomovido de janeiro do ano passado, até o dia 12 de março deste ano, data da cassação do prefeito Alcides Bernal, do PP, conforme reportagem na edição deste sábado (17) do jornal Correio do Estado.
Trocando em miúdos: a cidade, embora com dinheiro de sobra, juntado por meio dos impostos, recurso do contribuinte, não evoluiu.Isso é possível observar a partir desse raciocínio: ano passado inteiro a prefeitura de Campo Grande arrecadou entre impostos e outras taxas R$ 2.256.786.184,54, R$ 85.976.440,62 a mais do que os compromissos a serem pagos, como salários dos servidores, compra de remédios e investimentos em obras na cidade, entre outras despesas.

Ou seja, a falta de dinheiro não incomodou a administração de Bernal, que fora cassado em março, retomou o mandato anteontem, mas a medida judicial caiu oito horas depois.
Alcides Bernal (foto acima) assumiu em janeiro do ano passado exibindo um calhamaço de papeis onde constavam suas ações governamentais, separadas em 11 tópicos, que iam de planejamento urbano e rural, política pública até programas econômicos e sociais estudados para melhorar a vida da população.
No entanto, mesmo com os R$ 85 milhões restando em caixa, os projetos ficaram emperrados.
'Destravar'

O vice-prefeito Gilmar Olarte (foto) assumiu o lugar de Alcides Bernal prometendo agir de maneira inversa ao antecessor. A meta dele é a de “destratavar” as obras que, segundo o prefeito, poderiam até ter ficado prontas.
Olarte criou um grupo técnico cuja missão é resolver a papelada burocrática de obras orçadas em algo em torno de R$ 850 milhões. Numa de suas aparições, o prefeito disse que faltava dinheiro numa de suas principais secretarias, a que cuida da infraestrutura da cidade “até para protocolar pedido de licenciamento ambiental”. A reportagem é de Celso Bejarano.