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Cachaça mineira perde processo contra Johnny Walker e muda de nome

Cachaça mineira perde processo contra Johnny Walker e muda de nome

Redação

20/05/2014 - 18h00
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Após enfrentar por quatro anos um processo por plágio encabeçado pela holding inglesa Diageo, detentora da marca do uísque Johnnie Walker, a cachaçaria mineira João Andante passa a se chamar apenas O Andante.

Em processo administrativo no Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), a Diageo acusava a empresa mineira de ser "imitação" de sua marca.

A cachaça João Andante e seu personagem, segundo a marca inglesa, eram traduções literais da marca e do logotipo Johnny Walker.

O reencontro oficial com o público acontece na Expocachaça, que começa nesta quinta-feira (22) e irá até domingo (25), em Belo Horizonte.

"Foi um processo desgastante, ficava aquela sensação de que a qualquer momento alguém poderia tirar algo que construímos licitamente. Nós não trabalhávamos sossegados."
"Agora, é uma virada de página, um recomeço mais leve", afirma Magno Carmo, um dos sócios da cachaçaria mineira.

OUTRAS MUDANÇAS
"Para isso, descaracterizamos os elementos da nossa identidade visual, mas buscando manter o carisma que conquistamos", completa.

O sabor, diz o sócio, não mudou. Antes, a cachaça era produzida em Passa Tempo, no oeste de Minas Gerais, e, nesta nova fase, passa a ser preparada em Papagaios, na região metropolitana -mudança que afeta a capacidade produtiva: antes, eram 3.000 a 4.000 litros por mês e, na nova fase, a estrutura está preparada para alcançar os 10.000 litros.

Apesar de terem perdido o processo no Inpi, os sócios dizem que não cometeram plágio.
Eles se resguardam no parecer do próprio Inpi, de que não haveria confusão entre as duas marcas, "por causa do tipo de público consumidor, que é especializado o suficiente para distinguir entre as marcas e os produtos assinalados por estas".

"Não imaginávamos jamais que cresceríamos o quanto crescemos nesses seis anos de trabalho e nem que despertaríamos a atenção de uma empresa tão grande como a Diageo.

Nós começamos achando que iríamos vender cachaça no porta-malas", diz.

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