Cidades

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Ministro do STF reconsidera decisão e mantém doleiro da Lava Jato na prisão

Ministro do STF reconsidera decisão e mantém doleiro da Lava Jato na prisão

Redação

20/05/2014 - 12h53
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki reconsiderou decisão divulgada na segunda-feira (19) e manteve 11 presos pela PF na Operação Lava Jato que mandara soltar.
Com a mudança, segue preso o doleiro Alberto Youssef, acusado pela Polícia Federal de comandar um esquema de lavagem que movimentou R$ 10 bilhões e teria ramificações em partidos como o PT, PP, PMDB e SDD.

O ministro mandou que as oito ações penais que resultaram da Operação Lava Jato sejam enviadas para o Supremo.

A reportagem obteve a decisão de Zavascki na manhã desta terça-feira (20).

O único preso que foi liberado pelo ministro foi o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ele deixou a superintendência da PF em Curitiba na tarde desta segunda-feira (19).

O ministro decidira soltar todos os 12 presos da operação em despacho deste domingo à noite (18) por considerar que o juiz federal Sérgio Moro havia invadido a competência do Supremo ao manter a investigação após aparecerem nas interceptações deputados federais como André Vargas (ex-PT) e Luiz Argôlo (SDD-BA).

Como deputados gozam de foro privilegiado, só o Supremo tem o poder de conduzir investigações criminais contra eles.

Moro, no entanto, mandou soltar só o ex-diretor da Petrobras e pediu explicações sobre o alcance da decisão, em despacho que enviou na tarde desta segunda-feira (19) ao Supremo.

No pedido, Moro fez duas ponderações: 1) Disse que os investigados poderiam fugir para o exterior onde tinham recursos para se sustentar por serem doleiros ou trabalharem para eles; e 2) Afirmou que alguns doleiros presos estava envolvido com tráfico internacional de drogas.
Um dos presos citados pelo juiz, Rene Luiz Pereira, é acusado de envolvimento com o tráfico de 750 quilos de cocaína para a Espanha e a lavagem do dinheiro resultante desse crime.
Youssef também é acusado de ter participado, indiretamente, dessa remessa de cocaína para a Espanha.

O ministro, numa decisão raríssima, reviu a ordem de soltura que expedira na noite do último domingo (18): "Em face das razões e fatos destacados nas informações complementares, autorizo, cautelarmente, que se mantenham os atos decisórios, inclusive ao que se refere aos decretos de prisão", escreveu o ministro na explicação que manteve as prisões.

Continuam presos, entre outros, a doleira Nelma Kodama, que tentou fugir para a Itália no meio de março com 200 mil euros escondidos na calcinha, e Carlos Habib Chater, que atuava em Brasília e mantinha negócios com Youssef.

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