O assassinato do soldado da Polícia Militar Rony Mayckon Varoni de Moura da Silva, 28 anos, ocorrido durante tentativa de roubo, anteontem, reascende a polemica sobre a atuação de servidores da segurança pública de Mato Grosso do Sul em 'bicos' (atividade extraoficiais), desenvolvidas em horários de folga, que, hoje, são proibidas. A reportagem está na edição de hoje (05) do jornal Correio do Estado.
Apesar de a instituição não confirmar, uma empresa de refrigerantes, localizada no Indubrasil, mesma região onde o crime aconteceu, admitiu que Rony fazia “bico” de segurança. Ele e outro colega de farda, um cabo, transportavam malote no valor de R$ 20 mil e estavam a caminho de uma agência bancária.
Não é de hoje que essa prática tornou-se comum no meio policial, tanto civil quanto militar. Na luta para aumentar a renda mensal, já que o salário pago tem gerado insatisfação na classe, as atividades desempenhadas fora do expediente, oferecem riscos à vida do servidor. A morte de
Rony não é um caso isolado. Em 2011, por exemplo, em tentativa de assalto em um supermercado, no Bairro Taveirópolis, um policial militar que estaria atuando no comércio como segurança matou o gerente Carlos Expedito Ferreira Boccia ao atirar contra o bandido, que também acabou morto. A reportagem é de Laura Holsback.