Investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que a empreiteira responsável pela restauração da BR-267, trecho entre Nova Alvorada do Sul rumo a divisa com o Estado de São Paulo, cometeu falhas estruturais na obra, entre as quais a degradação precoce do asfalto, que ficou trincado logo depois de a estrada ter sido concluída, em 2011, segundo reportagem na edição de hoje (07) do jornal Correio do Estado. Cálculos da corte indicam que o reparo da “má qualidade final dos serviços” deva custar cerca de R$ 8 milhões, fora as correções - a obra toda consumiu em torno de R$ 105 milhões.
De acordo com a auditoria da corte federal, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão responsável pela fiscalização da obra, apure a responsabilidade da empresa dona do projeto, a Consultoria e Projetos Rodoferroviários Ltda., e a construtora contratada para executar a restauração, a Delta Construção.
Servidores do TCU fiscalizaram a obra entre os dias 18 de outubro de 2012 e 23 de novembro de 2012. Eles percorreram entre os quilômetros 185 e 248 da BR-267, trecho de 63 quilômetros. A reportagem é de Daniella Arruda.