A Polícia Federal divulgou o vídeo com o momento em que Roberlaine Patrícia Alves, 28 anos, então funcionária ligada ao Ministério da Saúde é presa em flagrante recebendo R$ 100 mil como propina para liberar repasses federais para o Hospital do Câncer.
Segundo a Polícia Federal, na semana passada, o hospital depositou R$ 50 mil na conta da servidora e, nesta semana, ela veio buscar sete lâminas de cheque, que complementariam o pagamento da propina. Ela foi presa tão logo recebeu os cheques. A mulher era funcionária contratada e atuava há três anos na pasta, em Brasília.
As investigações apontam que a propina era cobrada para liberar o repasse de verbas públicas federais oriundas de emendas parlamentares. A compra de um acelerador para radioterapia também foi alvo de cobrança, embora o hospital tivesse atendido os requisitos previstos em lei para obter os recursos e o aparelho
As ações da PF começaram em maio, quando o diretor do hospital em Campo Grande compareceu a polícia para relatar o crime. Com autorização da Justiça, policiais passaram a monitorar a funcionária, que foi presa em flagrante ao ser filmada exigindo a propina do diretor do hospital.
Nas imagens, ao ser dada a voz de prisão, a mulher diz que há mais pessoas envolvidas no esquema, mas em depoimento na Superintendência de Polícia Federal, ela alegou que atuou sozinha. A Polícia Federal acredita que deve concluir as investigações nos próximos 15 dias. A mulher será indiciada por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Participaram da coletiva de imprensa o superintendente da PF, Edgar Marcon, a delegada Kelly Bernardo e o presidente do Hospital do Câncer, Carlos Coimbra.