Cidades

Campo Grande

Comerciante perde R$ 2 mil ao cair no golpe do falso sequestro

Comerciante perde R$ 2 mil ao cair no golpe do falso sequestro

Redação

21/06/2014 - 15h00
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Mais uma vez criminosos especializados em aterrorizar pessoas pelo telefone celular fizeram vítima em Campo Grande. Por volta das 8h deste sábado (21), um comerciante, de 37 anos, perdeu R$ 2 mil depois de acreditar que o filho estivesse sendo mantido em cativeiro, sob a mira de arma de fogo.

A vítima, que não mora com o filho, de 14 anos, foi surpreendida com a ligação de número privado, no início da manhã, em que, um homem prometia matar o adolescente caso o valor de R$ 15 mil exigidos, inicialmente, não fosse pago. 

O comerciante desabafa que a situação parecia real, já que o nome dele e do filho foram citados a todo instante. “De fundo ouvia gritos como se fossem do meu filho. Ameaçava se não pagasse estouraria os miolos dele com cinco tiros. Foi um terror”, definiu. 

Foram três ligações, que somaram quase uma hora de pânico. A primeira durou três minutos, a segunda 39 minutos e a última 26 minutos. Neste período, sem conseguir contato com a mãe do menino, desesperado, o comerciante acatou a ordem do criminoso e foi até uma agência bancária depositar R$ 2 mil que estava em seu bolso, em conta corrente, cujo titular é um homem. 

A vítima lembra, ainda, que no início foi pedido R$ 15 mil para resgate, mas na medida em que dizia não ter dinheiro, o valor foi reduzindo, até que o comerciante revelou ter a quantia em questão, que fora depositada. 

Algum tempo depois de pagar pela suposta liberação do filho, a vítima falou com o menino e descobriu ter caído em um golpe. “Cai como um trouxa”, culpou-se. 

DICAS
Golpes como este se tornaram comum em todo o país. Para não ser a próxima vítima, confira algumas dicas disponibilizadas no site da Servipol Segurança Eletrônica, do Paraná.
• Não receba ligações a cobrar: Se o interlocutor for desconhecido, desligue. Policiais e bombeiros não telefonam para informar sobre acidentes (a tarefa cabe aos hospitais) nem, muito menos, ligam a cobrar.

• Não ajude o bandido dando-lhe informações:
– Sua filha sofreu um acidente.
– A Fernanda? O que aconteceu com a Fernanda?
O nervosismo faz com que muita gente, sem perceber, acabe passando aos bandidos informações que serão usadas para pressioná-las. Em nenhuma hipótese revele nomes de parentes a desconhecidos ao telefone.

• Tire os adesivos do carro: Adesivos com o nome da academia de ginástica ou da faculdade, assim como placas que reproduzem o apelido dos motoristas (BIA, LEO etc.) e páginas no Facebook são preciosas fontes de informação para os bandidos. Evite e peça aos seus filhos para evitar

• Oriente também os idosos: Tanto ou mais do que crianças e empregadas, são as pessoas idosas da família as mais vulneráveis à manipulação dos bandidos. Muitas vezes, por se sentirem sozinhas, elas podem prolongar conversas com desconhecidos e acabar por municiar criminosos.

• Pare para raciocinar: O pânico diante da possibilidade de um parente estar acidentado ou sequestrado faz com que muitas pessoas deixem de tomar atitudes óbvias, como checar se a informação é verdadeira. Segundo a polícia, frequentemente as vítimas deixam de ligar para o suposto sequestrado não porque são impedidas de fazê-lo, mas porque a ideia não lhes ocorre.

• Desobedeça ao bandido:
Ligue para o suposto sequestrado ainda que o bandido diga para não fazê-lo. Se conseguir contato, o caso está resolvido. Se não, tente um amigo ou parente dele. A hipótese de um sequestrador real fazer essa ameaça é remota – bandidos não vão matar a vítima, e perder seu trunfo, só porque o celular dela tocou.

• Desconfie de ligações longas: Segundo estatísticas da polícia, 90% dos primeiros contatos telefônicos feitos por sequestradores reais duram menos de um minuto. Por temerem serem rastreados, eles nunca fazem ligações longas.

• Duvide do choro das vítimas: Apelos chorosos de supostos sequestrados têm sido usados com frequência pelos golpistas. A polícia sabe que raramente sequestradores de verdade telefonam do mesmo lugar em que está a vítima. Sabem que podem ser rastreados e ter o cativeiro descoberto.

• Dê queixa na polícia: Se você cair no golpe, não deixe de prestar queixa na polícia. De posse de informações como o número de origem da chamada criminosa ou o número da conta em que o “resgate” foi depositado, a polícia pode identificar o criminoso e evitar que mais pessoas sejam vítimas dele.  

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