Reportagem na edição de hoje (27) do jornal Correio do Estado mostra que, por dia, pelo menos três motociclistas dirigindo sem habilitação são flagrados pela fiscalização do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) em ruas e avenidas de Campo Grande. Somente entre janeiro e maio deste ano, 535 condutores foram autuados por esse tipo de infração durante as blitze realizadas diariamente pelos policiais na Capital.
Somadas às autuações de condutores de veículos, o total de autos emitidos pela polícia de trânsito chegou a 684 no período. Não por acaso: para cada 40 motos fiscalizadas em meia hora de blitz, a média é de 10 automóveis. Segundo a reportagem de Daniella Arruda, mais frequentes nas vias públicas da Capital, as motocicletas caíram no gosto popular por serem veículos mais baratos, econômicos e uma opção de mobilidade acessível principalmente para os jovens que estão entrando no mercado de trabalho.
“Para tirar a primeira habilitação, hoje o candidato precisa desembolsar em torno de R$ 1,5 mil, enquanto o custo de uma moto usada hoje varia entre R$ 500 e R$ 1 mil. O preocupante é que o condutor prefere comprar antes a motocicleta e deixa para segundo plano a habilitação”, explica o comandante do BPTran, tenente-coronel Jonildo Theodoro de Oliveira.