Apesar da água quase preta do Córrego Imbirussu, na região oeste de Campo Grande, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) ignora a situação e diz que vai cumprir cronograma de fiscalização. Ou seja, não será dada nenhuma prioridade ao córrego, que agoniza devido à quantidade de esgoto sem tratamento que recebe. À reportagem do jornal Correio do Estado, publicada na edição de hoje (28), moradores denunciaram o mau cheiro e a poluição do córrego, nas regiões oeste e sul do município.
O ponto mais crítico do Córrego Imbirussu é na saída para Sidrolândia, onde, após passar próximo a curtumes e frigoríficos, a água fica preta, com resíduos de esgoto.
No Jardim Aeroporto, crianças que nadavam no córrego na altura da ponte da Rua Itapitanga deixaram de entrar nas águas justamente devido à poluição. A Semadur foi questionada sobre as condições do córrego e o que será feito para conter a poluição.
“A Semadur efetua trimestralmente coleta de amostra de água do córrego para análise da qualidade. Paralelo a isso, é feito o monitoramento e a fiscalização das empresas instaladas às suas margens”, respondeu a secretaria em nota, sem detalhar qual a real condição da água do córrego. Quando técnicos da Semadur identificam irregularidades, podem notificar ou autuar o empreendimento causador de poluição. A secretaria, contudo, não informou se este é o caso do Córrego Imbirussu, conforme a matéria de Patrícia Belarmino.