Com uma estrutura defasada e com pouco espaço para melhorias, o Laboratório Central de Campo Grande obriga a população a esperar até cinco horas por atendimento. A solução pode estar a caminho, já que a Prefeitura Municipal estuda mudar a estrutura de endereço e contratar mais pessoas, porém, até lá, quem precisa realizar exames pela rede pública de saúde sofre com a demora, conforme matéria publicada hoje (30), no jornal Correio do Estado. Quem precisa do atendimento acaba com problemas para realizar os exames. “Eu tive que pedir pro chefe, vou trabalhar só à tarde, senão, não ia chegar a tempo à empresa”, lamentou. Oficialmente, o Laboratório Central abre as portas às 6h, porém os exames mesmo começam a ser realizados uma hora depois. Todos os dias são distribuídas 80 senhas, porém só para quem já marcou antes.
Para ser atendido mais rápido, o jeito é chegar mais cedo, e às 5h da manhã já é possível ver a fila em frente do laboratório. De acordo com a reportagem de Vinicius Squinelo, o procedimento para conseguir um exame não é simples. Primeiro, o paciente tem que realizar uma consulta em um posto de saúde ou no Centro de Especialidades Médicas (CEM), para então ser encaminhado, com o pedido do médico, ao laboratório central.
A responsável pela demora excessiva, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, é a própria estrutura física da unidade, já defasada. Hoje, o Labcen funciona em um prédio de 999 metros quadrados, quando o ideal seria um de 2,5 mil m². A Prefeitura de Campo Grande estuda mudar o Laboratório Central para o prédio da antiga Rocket, na rua Maracaju, de propriedade do Hospital do Câncer.