Depois de passar por revitalização no ano de 2011, o lago principal do Parque das Nações Indígenas em Campo Grande apresenta novamente problema de assoreamento. A situação é crítica principalmente no espelho d’água, próximo da ponte que fica ao lado da mata por onde o córrego Prosa deságua no lago. De cima da ponte, é possível perceber a formação dos “bancões” de areia, sinais claros de assoreamento no local, de acordo com matéria publicada hoje (30) no jornal Correio do Estado. Preocupados, os frequentadores alertam para o problema, comparando a situação com a de outros dois lagos que sofrem de problema semelhante na Capital: o do Rádio Clube Campo e o Lago do Amor, na área ambiental da Universidade Federal de MS (UFMS).
A diferença no lago do Rádio Clube é que o assoreamento em estado avançado fez com que a água fosse tomada pela argila. Por isso, para a acadêmica de Direito Mariane Godoy, 22 anos, é preciso tomar medidas urgentes de recuperação do lago no Parque das Nações Indígenas, para evitar o pior. Ela sugere um estudo de avaliação para elaboração de um programa de recuperação ambiental no local. “Tem que saber a causa, analisar o problema e saber o programa que se encaixa nesta área, que é uma reserva ambiental dentro da cidade”, alertou.
A comerciante Regina Quintana, 44 anos, concorda com a nora Mariane. “É preciso fazer uma limpeza para retirar esse bancão de areia”, afirmou. Para isso, as duas ressaltam que cabe ao poder público o dever de fiscalizar e acionar os órgãos competentes para manter as áreas de preservação ambiental da Capital. A reportagem é de Rafael Bueno.