Com a incerteza sobre o valor da tarifa de ônibus, que pode aumentar em outubro, a Câmara Municipal vai voltar a discutir a gratuidade do transporte coletivo urbano de Campo Grande, conforme reportagem na edição deste sábado (12) do jornal Correio do Estado. Os vereadores não descartam a revisão do benefício para algumas classes, mas afirmam que o tema será “amplamente debatido” com a sociedade.
O tema voltou à tona com o debate sobre o polêmico Fundo Municipal de Investimento para Subsidiar Gratuidades, que pretende investir pelo menos R$ 9,8 milhões para que o preço da tarifa seja mantido neste ano em R$ 2,70, conforme foi determinado pelo prefeito Gilmar Olarte, do PP.
Segundo a reportagem de Vinícius Squinelo, o problema é que até o momento a Prefeitura não conseguiu levantar a verba. Dos R$ 821 mil mensais necessários, apenas R$ 200 mil – pagos como forma de outorga pelo Consórcio Guaicurus – foram garantidos, que sairiam do próprio cofre municipal. O Governo do Estado, por exemplo, já avisou que a concessão é de responsabilidade do município, e que não vai colocar um centavo no Fundo.