Com as obras na Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR) em ritmo lento, a Prefeitura de Campo Grande corre sério risco ficar proibida de receber verbas do Ministério das Cidades, por descumprimento de legislação federal, segundo reportagem na edição de hoje (19) do jornal Correio do Estado. Pela Lei nº 12.305/2010, até o dia 3 de agosto todos os municípios do País deverão fechar seus lixões e estar com os aterros sanitários em funcionamento.
As obras na unidade tiveram início tiveram início no fim do mês passado, mas o ritmo não é o considerado ideal pela Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Trânsito (Seintrha). A empreita está sendo tocada pela CG Solurb, concessionária responsável pelo tratamento do lixo na Capital. A empresa recebeu R$ 600 mil do município, e a concessionária ficou de aportar mais R$ 1,6 milhão em investimentos, que depois serão incluídos no equilíbrio contratual da empresa.
Oficialmente, a Solurb tem até 31 de janeiro de 2015 para entregar a obra, porém o prefeito Gilmar Olarte, do PP, pediu publicamente agilidade nos trabalhos. Porém, o “puxão de orelha” parece que não surtiu efeito.
“Realizei uma visita na UTR, de rotina, mas (a obra) não está na velocidade esperada, preocupa”, afirmou Semy Ferraz, chefe da Seintrha. Segundo ele, no ritmo atual, a unidade será aberta apenas em janeiro do próximo ano, o que acarretaria problemas ao município. A reportagem é de Vinícius Squinelo.