Os indígenas que bloqueiam o trecho da Perimetral Norte entre a avenida Guaicurus e a MS-156, disseram que só deixarão o local após terem a certeza, por meio de documento emitido por autoridades, que o local receberá sinalização adequada. Na tarde deste domingo, Lenilza Nunes Fernandes, 46, moradora na Aldeia Bororó, Reserva Indígena de Dourados, foi atropelada na via por um Fiat Uno e encaminhada para o Hospital da Vida em estado gravíssimo.
O protesto teve início por volta das 16h e continuará até a segunda-feira (21). Os motoristas devem evitar trafegar naquela região.
Segundo Gaudêncio Benitez, liderança Bororó, o número de indígenas vítimas de acidente no local vem crescendo e o bloqueio é para chamar atenção da classe política por mais segurança na via.
“A revolta da comunidade é grande. Precisamos de segurança por aqui. Lombadas, sinalização, fiscalização eletrônica, o que for preciso para evitar esses acidentes. Recentemente uma mulher morreu atropelada, hoje [domingo] tivemos esse outro caso. Tem muito sangue sendo derramado aqui. Só vamos sair quando houver um documento por parte das autoridades garantindo a sinalização desta parte da rodovia. Na segunda vamos conversar com lideranças Jaguapiru para que possamos bloquear outra parte da via, porque o sangue que derrama aqui, derramará lá também se não houver essas medidas”, disse.
O bloqueio foi feito com galhos e pedaços de madeira.