O candidato ao Senado, Antonio João (PSD), passou a tarde de ontem (20) conversando com famílias do Bairro Moreninhas, um dos mais populosos de Campo Grande, com 80 mil moradores.
Organizadas pelo vereador Chiquinho Telles (PSD), uma das principais lideranças políticas da região, as reuniões contaram com a presença de pelo menos 200 pessoas. “Para nós é muito mais importante qualidade do que quantidade. Sabemos que essas pessoas irão levar nossas propostas adiante porque são amigos de longa data”, enfatizou o vereador.
Antonio João aproveitou o clima familiar e a proximidade com os moradores do bairro para tratar dos temas que mais preocupam as famílias: segurança e educação. Ele criticou a falta de investimento dos governos estadual e federal nesses setores e lembrou que quando foi senador por 121 dias em 2006, fez um projeto para trazer uma escola profissionalizante para a Capital.
A obra, em frente ao Aeroporto Internacional de Campo Grande, chegou a ser iniciada, mas não foi concluída pelo governo, fato que causa tristeza em Antonio João. “Nós temos que dar para nossos jovens aquilo que eles merecem, um ensino de qualidade, com professores capacitados para que eles não precisem ser sub-empregados”, disse.
Já na casa do morador Silvio Kleber, Antonio João lembrou as despesas com a Copa e considerou um absurdo o governo federal gastar R$ 40 bilhões em estádios e não construir sequer um hospital ou uma escola. Ele disse que não adianta trazer empresas para o Estado sem mão de obra qualificada. “O que sobra para nossos jovens é lavar banheiro porque aqui não tem cursos que os preparem para trabalhar nessas empresas. Eu posso ajudar a mudar este quadro lá em Brasília, desenvolvendo projetos e batalhando por recursos para a construção dessas escolas”, ressaltou.
O dono da casa destacou a preocupação que Antonio João tem pelo bairro, fato que vem sendo demonstrado já nas eleições passadas. “É uma pessoa da nossa total confiança, um amigo que ganhamos através do Chiquinho Telles”, disse.
Prova dessa preocupação é a agência do Banco do Brasil que Antonio João viabilizou e foi implantada na região. As negociações começaram quando ele ocupou o cargo de senador e acabaram se concretizando em 2011. “Agora já tem outras agências aqui, mas só vieram depois que abri caminho lá em Brasília”, comentou Antonio João.
No intervalo entre uma reunião e outra, o candidato aproveitou para ir até algumas casas e rodas de amigos conversar informalmente com os moradores. Toda essa intimidade, construída ao longo dos anos na região, acabou gerando um fato inusitado. Em uma das residências, a família e os amigos acabaram organizando uma roda de tereré para ouvir as propostas do empresário.
Bem à vontade, Antonio João contou um pouco de sua história, do seu primeiro trabalho como entregador do principal jornal de Mato Grosso do Sul, o Correio do Estado, fundado pelo pai, o professor José Barbosa Rodrigues. O empresário lembrou que apesar de sua família ser de Minas Gerais, desenvolveu um profundo carinho e respeito pelo Estado, sentimentos que foram adquiridos por ele e seus irmãos.
Antonio João disse que são esses sentimentos que o motivam a fazer uma campanha pensando em ajudar a população que acolheu sua família com tanto amor.
“Com o patrimônio que construí já não precisaria mais trabalhar, por isso mesmo não vou para Brasília para me envolver em farra política ou escândalos. Não preciso disso. Ganhar uma eleição na minha idade não é para me servir, é para servir a vocês”, enfatizou.
Ainda na roda de tereré, Antonio João observou as grades nas casas dos moradores e lamentou o fato de a população viver presa em suas próprias casas e destacou que quer batalhar por recursos que também sejam aplicados na segurança pública. “Tenho três netos e temo pelo futuro deles porque nem na escola nossos filhos estão seguros com os traficantes na porta.
A conversa informal aconteceu na casa do professor aposentado Vanildo Ramos de Souza. Ele e sua família ouviram curiosos e atentos as histórias sobre a infância de Antonio João. ”Não conhecia esse lado dele. Agora o respeito muito mais porque nunca um político entrou na minha casa e tratou a gente como igual”, destacou Vanildo.