Em greve, professores e técnicos administrativos da rede municipal de ensino em Dourados continuam com protestos e vão recorrer da liminar provisória do desembargador Julizar Barbosa Trindade que determina que 80% da categoria esteja em sala de aula.
Em assembleia nesta terça-feira, os trabalhadores em educação avaliaram que durante esse período de paralisação a administração municipal de Dourados não recebeu a comissão de negociação salarial para discussão de propostas. Por esse motivo, o sindicato (Simted) irá recorrer a liminar emitida pelo Tribunal de Justiça até que seja definida a situação.
A liminar trata do quantitativo de funcionários que estão fora dos postos de trabalho, e não sobre a legalidade da greve. Várias escolas estão fechadas e outras funcionam de forma parcialmente, pois há falta de professores em sala de aula. Com isso, estudantes são dispensados mais cedo. Nos Ceims a situação é diferente, pois grande parte dos trabalhadores são contratados e não aderiram à greve.
No período da tarde, os professores fizeram novo em protesto na praça Antônio João, local onde já desenvolveram a ação por duas vezes. Nesta quarta-feira, o protesto será na prefeitura, onde ocorreu apitaço.
Os professores estão em greve há duas semanas. A queda de braço entre o Simted e a prefeitura está num acordo formalizado em abril deste ano onde havia sido decidido a implantação do piso nacional de R$ 1697,00 para uma carga horária de 40 horas. Contudo, a categoria reivindica uma política municipal de valorização que eleve gradualmente, em quatro anos, este valor para uma carga horária de 20 horas, como já se aplica em Campo Grande.