O Exército do Iraque e as forças do Curdistão iraquiano retomaram neste domingo (31) o controle da cidade de Amerli, no norte do país, que havia sido invadida pela milícia radical Estado Islâmico há mais de dois meses.
A retomada foi feita horas após os Estados Unidos fazerem bombardeios na região e enviarem ajuda humanitária para a população local, que pertence à minoria turcomena.
Em comunicado, os militares iraquianos informaram que recuperaram o controle da cidade após uma ação em três frentes, derrotando os combatentes radicais que cercavam a cidade. Os combates continuam na região, mas em pontos isolados.
Segundo o deputado iraquiano Fawzi Akram al-Tarzi, de origem turcomena, os soldados ainda levam ajuda por terra para os moradores. Horas antes, os habitantes haviam recebido suprimentos dos Estados Unidos e de outros países ocidentais.
Na mesma operação, caças americanos bombardearam postos de controle e de armamento do Estado Islâmico. A ofensiva ocorre no momento em que as milícias da cidade começaram a perder força e uma invasão dos extremistas era iminente.
O temor é que os militantes do Estado Islâmico fizessem um massacre em Amerli, especialmente porque os extremistas consideram os turcomenos hereges, assim como outras minorias iraquianas.
No início de agosto, centenas de milhares de cristãos e curdos yazidis tiveram que sair de suas cidades devido aos ataques da facção radical. O avanço sobre as minorias fez com que os Estados Unidos começassem a agir contra os militantes.