Aos poucos, uma grande área vazia na Avenida Duque de Caxias, no caminho para quem segue em direção ao Aeroporto Internacional de Campo Grande, ganha cada vez mais contornos urbanos. Os projetos da prefeitura da Capital e da Marinha do Brasil, previstos para o ano que vem, devem aumentar ainda mais o movimento na região, com a instalação de uma Central de Controle de Trânsito e de uma unidade do 6º Distrito Naval em Campo Grande.
A nova secretária de infraestrutura, transporte e habitação, Kátia Castilho, está empenhada em trazer à cidade o que ela chama de modernidade. É assim que ela mesma afirma ser a implantação do Controle Centralizado Integrado de Trânsito com prioridade em transporte coletivo, prédio que abrigará centenas de funcionários, de onde as principais vias da cidade terão monitoramento constante.
Esta é a terceira administração em que Kátia tenta emplacar seu projeto. “Eu chego a conseguir os recursos, mas sempre acontece alguma mudança que impede que ele saia do papel”. Agora, com R$ 72 milhões já disponíveis para a obra, a secretária quer colocar Campo Grande no mesmo nível que as cidades da Europa. “Seremos os primeiros do País a ter essa plataforma de dados”. Até 2016, todos os semáforos e ônibus do transporte coletivo da Capital terão sensores implantados para envio de informações à central. “O ganho adicional é a divulgação desses dados em tempo real para os usuários. Assim eles vão saber se a linha está atrasada ou não, através do smartphone”. Os sensores também vão auxiliar a criar a confiabilidade semafórica. “Isso não é sinônimo de onda verde. É questão de trânsito inteligente, com melhor velocidade operacional”, reforça.
A reportagem, de Gabriela Couto, está na edição de hoje (8) do jornal Correio do Estado.