O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), falou nesta terça-feira (9) sobre a reunião com moradores da favela Cidade de Deus, que protestaram na segunda-feira (8). Segundo ele, a administração está buscando uma forma social de alojar de 200 a 300 famílias. De acordo com o prefeito, está incorreta a informação repassada pelas lideranças do movimento, de que 800 famílias vivem no local. “Não é tudo isso, não. Nós fomos verificar. Vai lá de dia pra ver, 50% dos barracos estão vazios. E de repente enche os barracos e tem até caminhonete", detalhou Olarte.
" Tem muita gente boa, que está precisando de ajuda, pais de família. Nesses casos, vamos atender a população com ações sociais. Aqueles que são aproveitadores, aqueles que são invasores incitados até por alguns grupos políticos para criar o problema, que não precisava ser criado, esses não vão ter refresco. Nós vamos aplicar a lei, vamos desocupar e vamos tomar as providências que a lei determinar", completou.
Olarte afirmou ainda que entrou com pedido junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) para segurar a liminar de desocupação imediata, até que os encaminhamentos sejam feitos, nos próximos meses. "Precisamos separar o joio do trigo. Nós temos listas de 200 a 300 famílias. Não são 800 famílias. Isso aí é um número que é construído no sentido de casar com as 800 casas do José Macksoud, ou do Celina Jalad, tentando induzir o prefeito a errar. A lei não permite isso e o prefeito não vai desobedecer as leis”, finalizou.