O caos na saúde em Campo Grande, gerado sobretudo pela falta de leitos na rede pública, está prestes a motivar uma ação civil pública contra o município. Depois que o prazo para solucionar a falta de lugares nos hospitais e acabar com a internação em unidade de pronto atendimento (UPAs) terminou na última segunda-feira, a promotora Filomena Aparecida Fluminhan, espera até a próxima sexta-feira por uma contraproposta da prefeitura, cuja solução, apresentada ontem por ela, foi considerada insatisfatória pela integrante do Ministério Público Estadual.
Desde a semana passada, o município fala em prorrogar o prazo para resolver estes dois problemas, como determinou o MPE. O Poder Executivo acredita que o período de 20 dias foi curto, e os integrantes do primeiro escalão da administração, também questionaram o rigor do Ministério Público, especialmente com a atual gestão do prefeito Gilmar Olarte.
Na última segunda-feira, os gestores da saúde de Campo Grande reapresentaram a proposta de aumentar os leitos de unidade de tratamento intensivo na Capital, desativando setores de enfermaria dos hospitais Santa Casa e Regional. A transformação, no entanto, não ocorreu, repetição de proposta que foi considerada “insatisfatória” pela promotora, que aguarda o município até a próxima sexta-feira. Se até lá nada for feito, a integrante do Ministério Público poderá até mesmo ingressar com uma ação civil pública na Justiça.
A reportagem, de Eduardo Moreira e Vinicius Squinelo, está na edição de hoje (10) do jornal Correio do Estado.