Queda de braço entre a Prefeitura de Campo Grande e a Caixa Econômica Federal (CEF) atrasa o início da licitação que vai revitalizar as margens do Rio Anhanduí e a Avenida Ernesto Geisel/Norte Sul. Não há qualquer previsão para o início dos trabalhos no local. Para a revitalização da região, e a correção dos problemas de erosão, é necessário que o banco aprove as mudanças no projeto.
Essas alterações são necessárias porque as obras, que começaram em 2012 e deveriam terminar em 18 meses, foram interrompidas no ano passado, depois que a empreiteira vencedora da primeira licitação, Engepar, abandonou o projeto.
Assim, a obra que é considerada uma das mais importantes para Campo Grande, tanto em beleza quanto em infraestrutura, não sai do papel e as margens continuam ruindo e a pista da Avenida Ernesto Geisel cedendo. Além disso, erosões tomam conta do solo que deveria segurar as margens e houve aumento das áreas assoreadas. E lá se vão pouco mais de dois anos de espera desde que supostas obras tiveram início.
A secretária de Infraestrutura, Transporte e Habitação, Kátia Castilho, afirma que “a Caixa está terminando de analisar o projeto”. Isso porque houve muitas mudanças no plano original de obras, tanto devido à demora em se começar as intervenções, quanto aos prejuízos decorrentes do aumento dos problemas em toda extensão do rio. “O processo todo sofreu reajuste”, explicou a secretária. Conforme Kátia, são seis lotes de obras que serão futuramente licitados e “o projeto é antigo e o rio teve novos assoreamentos, então tem que adequar o projeto à situação atual”, justificou. No entanto, ela salientou que “estamos fazendo pressão na Caixa porque essa obra é prioritária”. Mesmo com a pressão, não existe data para que a obra seja licitada. “Estamos cobrando e essa é uma determinação do prefeito: que assim que a Caixa liberar e aprovar o projeto, nós vamos licitar, mas dependemos da Caixa. O que estamos fazendo é pressionar”, lamentou.
A reportagem, de Lucia Morel, está na edição deste sábado (20) do jornal Correio do Estado.