Campo Grande parou no tempo. Se for depender das horas dos relógios públicos da Capital, a população está perdida. Os monumentos criados para marcar pontos da cidade estão esquecidos pela administração municipal. Desde julho o relógio central, na esquina das avenidas Afonso Pena e Calógeras, está “vazio”. Inaugurado em 2000, os campo-grandenses reclamam da sua falta de funcionalidade com tantas retiradas seguidas da peça central que dá sentido a obra.
“Lá na Calógeras ele não funcionou direito. Acho um absurdo um monumento que faz parte do patrimônio histórico da cidade ficar nesse descaso”, argumenta a professora Sônia Scherner, 59 anos. Os moradores mais antigos da cidade sabem da importância do relógio. “Ele deveria estar funcionando. Acho uma falta de interesse do poder público pelas coisas culturais da nossa cidade”, justifica Ézio José da Rocha, 56 anos.
O aposentado ainda ressalta algo importante em seu olhar crítico. “Campo Grande é um ponto de partida para quem vai ao Pantanal. Os turistas que passam aqui reparam que tem o monumentos, mas está sem o relógio. Fica feio”, justificou. Todos os jovens que foram questionados sobre a obra não souberam falar a respeito, mostrando o esquecimento com que o monumento foi tratado nos últimos anos.
A reportagem, de Gabriela Couto, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.