Representantes dos 5,5 mil professores que atuam na rede municipal de ensino de Campo Grande decidiram ontem, em reunião, que não vão aceitar o reajuste escalonado dos 8,46% restantes, para a equiparação salarial com o piso nacional. Caso o prefeito Gilmar Olarte não conceda o reajuste integral até sexta-feira (10), a categoria realizará uma assembleia para decidir qual medida tomar.
A pressão pelo reajuste começou ontem mesmo após a reunião, realizada na sede do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP). Assim que deixaram o local, os representantes das 94 escolas do município convocaram os profissionais para se mobilizarem pelas redes sociais na internet.
Na reunião, ficou decidido também que partir de hoje a diretoria do sindicato começa a visitar os gabinetes dos vereadores da Capital, para pedir apoio, em cumprimento à lei que determina o reajuste.
Pela lei, aprovada em 2013 pelo próprio legislativo municipal, os professores da rede de ensino teriam o piso salarial de R$ 1.697,37 por 20 horas de trabalho. Atualmente, o piso é de R$ 1.564,97. O prefeito Olarte afirma que o reajuste só será possível caso seja efetivado o Programa de Parcelamento Incentivado (PPI), em razão da crise nas contas do município. O valor da folha de pagamento, por exemplo, hoje está em R$ 113 milhões por mês. Com o crescimento constante, pode chegar a R$ 130 milhões.
A matéria de Rafael Bueno está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.