A prefeitura de Dourados (MS) conseguiu na Justiça uma liminar que determina que 80% dos educadores, que decidiram entrar em greve a partir desta terça-feira (04), devem permanecer em sala de aula durante a mobilização.
De acordo com o documento, caso o Simted não cumpra a exigência estabelecida na liminar, a multa será de R$10 mil ao dia. A porcentagem estabelecida na liminar - 80% - refere-se ao total de educadores por escola.
Segundo o procurador geral do município, Alessandro Lemes Fagundes, a falta de diálogo com a administração municipal, motivo alegado pelos educadores para a retomada da greve foi considerado ilegal.
“O diálogo sempre existiu, o juiz entendeu que a greve prejudicaria a sociedade. O que os educadores estão tentando impor é a redução da carga horária para 20h, o que ocasionaria um acréscimo de R$ 10 milhões na folha de pagamento dos professores no município, o que não é possível da noite para o dia, visto que teríamos que contratar mais profissionais,”, pontuou.
A luta dos educadores desde o início da movimentação, iniciada em julho, as reivindicações são para piso salarial de 20 horas e inclusão dos servidores administrativos no PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações).
Na tarde desta segunda-feira (03), a secretária de Educação do município, Marinisa Misoguchi, voltou a afirmar não acreditar que a paralisação aconteça. “Acredito que a greve não vá acontecer, seria muito prejudicial aos alunos e agora, estaria contrariando a liminar”, afirmou.
O presidente do Simted, João Vanderley Azevedo, afirmou que a decisão de manter a greve permanece.
Segundo ele, na terça-feira (04) às 07h30min, haverá uma assembleia em que os educadores irão debater sobre o que foi estabelecido na liminar. “A decisão de manter a greve permanece, amanhã em assembleia vamos analisar os pesos e contra pesos dessa questão - da liminar -, pois a greve foi uma decisão coletiva”, ressaltou.