Em assembleia na manhã desta segunda-feira (10), professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande rejeitaram a proposta de parcelamento de reajuste apresentada pela prefeitura. A administração municipal havia oferecido pagamento em sete parcelas de 1.2086% até abril de 2015, totalizando aumento de 8,87% no período. O 13º salário e 1/3 de férias seriam pagos com o valor do salário de dezembro de 2014.
Com esta definição, continua a greve dos cerca de 5,5 mil professores, que começou na quinta-feira passada. Segundo o presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Geraldo Gonçalves, a categoria pedirá uma nova proposta ao prefeito Gilmar Olarte na tarde desta segunda. "Quem disse que essa era a última proposta foi o secretário que redigiu o texto, mas o prefeito disse que estaria aberto a uma nova discussão", afirmou.
Conforme o advogado da ACP, Amílcar Silva Júnior, o impasse poderá acabar na Justiça. "Possivelmente, a assembleia vai aprovar o ingresso da ação judicial contra o prefeito, exigindo o cumprimento da lei 5.189". Ele afirmou que esta questão será decidida a partir das 14h.
Ontem, o secretário de Planejamento, Finanças e Controle (Seplanfic), André Scaff, afirmou que o parcelamento do reajuste de 8,46%, percentual que já deveria ter sido acrescido no salário da categoria já no mês passado, “é a única e possível” proposta do município.
“Ao menos até dezembro, é o que a prefeitura pode cumprir. Não há como tirar dinheiro de outra fonte, não há previsão de ganhos extras”, avisou o secretário.
Matéria editada às 11h44min para acréscimo de informações