Há 23 anos, os bairros Cabreúva e parte do São Francisco convivem com uma imponente construção que nem sequer chegou na fase de acabamento. Projetada e até inaugurada como Terminal Rodoviário de Campo Grande, a obra, que há três anos foi adaptada para ser o Centro de Belas Artes da cidade, já teve investimentos que ultrapassam os R$ 28 milhões, e o fim dessa dor de cabeça para quem vive na região e o impasse para administração municipal parecem estar bem longe do fim.
Aos 67 anos, Vilma Corrêa viu a obra da antiga rodoviária começar a ser construída e até inaugurada. Moradora do Bairro São Francisco há 36 anos, ela conta que a construção sempre fez parte da promessa de muitos políticos, desde a época do governador Pedro Pedrossian, em 1991, quando as obras começaram.
“Eu lembro quando inauguraram para ser rodoviária, todos ficaram muito empolgados, achamos que seria uma obra muito importante para a nossa cidade e região, mas tantos anos se passaram e hoje esse ‘elefante branco’ mais atrapalha do que ajuda a nossa vida”, desabafa a aposentada, que testemunhou vários crimes cometidos ao redor da construção, muitos em razão do mato alto e da falta de segurança.
A reportagem de Aliny Mary Dias está na edição de hoje (16) do jornal Correio do Estado.