O ex-secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seinthra), Semy Ferraz, afirmou ontem, por meio de nota, que o consórcio Solurb, coletor de lixo em Campo Grande, mantém em seu quadro societário personalidades que aparecem de modo “oficial e extraoficial, públicos e oculto”. Ele cita o nome do dono de empreiteira João Amorim, como um suposto dono da empresa concessionária. No papel, o genro de Amorim, Luciano Potrich Dolzan, é dono de 50% do consórcio.
Semy Ferraz foi incluído na relação de testemunhas de um suposto caso de extorsão contra a concessionária responsável pela coleta do lixo, ocorrido em julho passado. O ex-secretário, segundo investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), teria intermediado encontros entre o autor da chantagem, o empresário Thiago Verrone de Souza e o superintendente da Solurb, Élcio Terra.
Verrone cobrou R$ 5 milhões do consórcio e, em troca, prometeu desistir das ações judiciais que move contra o consórcio. Ele nega, embora o Gaeco tenha registrado em vídeo e fotografias que Verrone pegou das mãos de Élcio, numa sacola, com R$ 50 mil.
A reportagem, de Celso Bejarano, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.