Revoltados com a ação ‘silenciosa’ da prefeitura que retirou dois geradores da favela Cidade de Deus anteontem e com a possibilidade de transferência das famílias para outra área, com luz e água regularizadas, no Jardim Noroeste, os moradores que vivem na maior favela de Campo Grande preferem continuar onde estão. A situação gera um impasse: enquanto a prefeitura tenta encontrar uma área com mais estrutura para realocar as famílias, os moradores não aceitam mudar de um barraco para o outro e dizem que só sairão da favela se o destino for uma casa de alvenaria.
Os dois geradores foram instalados em setembro, depois de a concessionária de energia cortar o fornecimento de toda a favela. Na época, a prefeitura prometia cadastrar os moradores e transferi-los para um loteamento social, perto do Bairro Dom Antônio Barbosa. Quase dois meses se passaram e até agora, segundo relato de quem vive na favela, nenhum cadastro foi feito e a prefeitura não informa oficialmente aos líderes da comunidade qual destino será dado à favela Cidade de Deus.
A reportagem, de Aliny Mary Dias, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.