O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, do PP, afirmou ontem (02) que já determinou o corte de meio milhão de reais repassado mensalmente ao Instituto Mirim de Campo Grande e prometeu ainda pedir de volta o prédio que abriga a clientela da entidade, cerca de dois mil jovens entre 14 a 17 anos que ali recebem cursos profissionalizantes. A medida é consequência do resultado da auditoria preparada pela prefeitura, que acusa a direção do instituto por fraudes financeiras e falta de prestações de contas. Olarte ameaça ainda criar outra corporação para amparar os jovens.
“Não podemos repassar R$ 500 mil à entidade sem que haja prestação de contas. Eu estaria cometendo crime de improbidade administrativa caso fizesse isso”, disse Olarte. Na prática, o prefeito vai deixar o instituto sem recurso e sem teto.
De acordo com relatório da prefeitura, o instituto, “de abril de 2013, quando tomou posse [atual diretoria] até setembro de 2014, só pelas notas fiscais até o momento investigadas foram gastos R$ 831.660,00 sob a alegação de reforma nos prédios, sendo que, a manutenção é feita pela prefeitura”.
A diretoria do Instituto Mirim de Campo Grande, por meio de nota emitida por sua assessoria de imprensa, diz que o relatório da prefeitura indicando uma série de irregularidades nas finanças da entidade, nada mais é que um factoide [declaração falsa, questionável, fabricada].
A reportagem, de Celso Bejarano e Milena Crestani, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.