A polícia de Dourados (MS) registra um atentado a tiros contra o prédio do presídio semiaberto de Dourados, que continua situado em região residencial, área nobre da cidade, à Rua Hayel Bon Faker com a Ponta Porã, onde funcionava antes uma escola.
Segundo informações, por volta das 6h30min desta quinta-feira (25), homens em dois veículos, sendo um desses um Astra preto, atiraram na lateral do prédio na rua Ponta Porã.
Um agente disse ao jornal Douradosagora, que cerca de oito tiros de grosso calibre (nove milímetros) acertaram o muro e o portão, além de uma caçamba, na lateral do prédio à Rua Ponta Porã. A ação dos criminosos foi testemunhada por militares. A polícia recolheu as cápsulas e a segurança no local e imediações foi reforçada.
No prédio, havia cerca de 180 albergados; ninguém ficou ferido. Outros cem detentos, passaram o Natal com a família, beneficiados com a "saída temporária" e devem retornar ao presídio. Quem não volta no prazo estipulado é considerado fugitivo e vai ser procurado pela polícia.
De acordo com o delegado Regional da Polícia Civil Carlos Videira, a maioria dos detentos que recebem o benefício voltam para as suas cidades de origem não permanecendo em Dourados. No período de Natal e Ano Novo, que é quando estão “soltos” há um remanejamento das forças policiais, tanto da Militar (na prevenção) quanto da Civil como o objetivo de atender rapidamente a vítima quando o crime não pode ser prevenido. Por causa disso, segundo ele, houve um reforço significativo nos plantões.
Carlos Videira aponta que a atenção maior é para crimes como furto e roubo que tem tendência a aumentar neste período. Apesar disso destaca que as estratégias de segurança estão reprimindo os crimes e nos últimos anos houve até redução no número de casos.
Para conseguir o benefício, os presos devem cumprir alguns pré-requisitos. Além do bom comportamento, ele não pode ter cometido falta grave na prisão, ter mandado de prisão em aberto e tem que ter cumprido 1/6 da pena ou 1/4 da condenação em caso de ter sido reincidente. Os diretores das unidades prisionais fornecem à Justiça as fichas disciplinares dos presidiários.