Com a interdição da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Vila Almeida desde quarta-feira (24), os outros postos de saúde 24 horas de Campo Grande sofrem com a superlotação, entre eles o do Guanandi, onde usuários reclamaram da demora no atendimento e da falta de médicos. Na sexta-feira (26), o secretário de saúde, Jamal Salém, informou que oito dos 10 profissionais da unidade interditada seriam remanejados para outros postos, mas, no Centro Regional de Saúde (CRS) do Guanandi, apenas um atendia os pacientes ambulatoriais.
No local, a reclamação era geral. A aposentada Luzia das Graças, 65 anos, acompanhava a vizinha de mais de 70 anos que estava sendo atendida no posto. Ela afirmou que chegou na unidade do guanandi às 18 horas de sexta-feira (26) e que até a tarde de ontem ainda aguardava atendimento, porque o encaminhamento necessário não foi feito. “Estou aqui desde as 6 horas da tarde de ontem (anteontem) e minha vizinha está internada aí. É um descaso. Ela precisa ser atendida no Caps [Centro de Atenção Psicossocial]”.
A reportagem, de Laura Holsback, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.