Até quando não chove, o campo-grandense sofre com os efeitos dos alagamentos. É porque depois que a água baixa, ficam buracos e crateras no asfalto, e erosões nas margens dos rios e córregos. Um dos pontos da cidade que representa bem essa realidade são as margens do Rio Anhanduí, na avenida Ernesto Geisel, que além de estar repleta de buracos, ainda vem perdendo parte de seu piso, durante os temporais.
Parte da margem do Rio desmoronou na segunda-feira, levada pela enxurrada. Como solução paliativa, a prefeitura vai dar início a recuperação do trecho a partir de hoje. A obra que, de fato, resolverá o problema, deve demorar ainda mais um pouco para começar. Ela vai custar R$ 26 milhões, e vai do Bairro Marcos Roberto ao Jardim Centenário. O município aguarda aprovação de empréstimo por parte da Caixa Econômica Federal.
Outra maneira de amenizar os problemas causados pela chuva nas ruas da cidade é a operação ‘Tapa-buraco’. De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), Valtemir Brito, o ritmo das operações diminuiu em virtude das chuvas de dezembro.
A reportagem do Correio do Estado percorreu bairros da região sul e oeste de Campo Grande, e constatou que é difícil encontrar uma rua que não tenha buraco.
A reportagem, de Anny Malagolini, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.