Há cinco meses, o autônomo Silvio José Ramos Júnior, 33 anos, foi encaminhado para o posto de saúde do bairro Tiradentes sentindo ânsia de vômito e nunca mais foi o mesmo. Hoje ele está em casa - em estado vegetativo - e a família aponta erro médico para justificar o atual estado de saúde do rapaz, que levava uma vida normal e mantinha hábitos saudáveis.
Após passar 8 horas em observação no posto, o paciente foi transferido para a Clínica Campo Grande pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A equipe médica do local diagnosticou que o paciente havia sofrido um acidente vascular cerebral e que tinha risco de parada cardíaca. Ainda não se sabe se o atual estado do paciente foi causado pela medicação ou pela demora na transferência para um hospital. O prontuário de atendimento do paciente no posto não foi entregue à família.
Depois de passar 12 dias internado na clínica, Silvio foi transferido para o Hospital Regional onde ficou 27 dias internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) e depois foi liberado para a casa. A família de Silvio entrou na Justiça contra a prefeitura alegando lesão corporal culposa, devido ao erro médico, e também fez pedido para que seja quitada a dívida de R$ 137 mil contraída na Clínica Campo Grande. A reclamação dos parentes de Silvio é de que ele foi levado à clínica privada em razão da falta de vagas nos hospitais públicos da cidade e sem a explicação devida. “Assinamos a autorização de entrada pelo nervosismo, mas não tínhamos ideia de que custaria isso e, além disso, nos falaram que o SUS poderia cobrir o custeio”.
A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que aguarda notificação da Justiça e da Polícia Civil e que se a família quiser ter acesso ao prontuário médico do paciente, precisa fazer solicitação oficializar pedido no protocolo da Sesau ou então na ouvidoria do SUS por telefone ou internet. (Colaborou Aliny Mary Dias)