Cidades

MELHORIAS

Para acabar com crise, Estado retomará controle da saúde

Equipes serão descentralizadas e Capital terá três grupos especializados em ortopedia

Redação

12/01/2015 - 00h00

Melhorar a saúde em todo o Mato Grosso do Sul é assunto constante em discursos de autoridades que atuaram ou ainda atuam no setor. No entanto, na prática, pouco tem sido feito para que a situação dos 79 municípios mude. A nova equipe do governador Reinaldo Azambuja afirma, com veemência, que as ações para diminuir os problemas mais graves e urgentes e acabar, de uma vez por todas, com a crise na saúde já estão sendo tomadas e que em até seis meses os sul-mato-grossenses sentirão na pele uma melhoria no atendimento.

O titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o médico cardiologista Nelson Tavares, não poupa críticas às administrações passadas. Segundo ele, há anos, o Estado deixou muita coisa nas “mãos” das prefeituras e recuou quando precisava interferir e tomar decisões consideradas essenciais. 

“Nós precisamos organizar o sistema e dar uma resposta imediata à população em relação à qualidade do atendimento. Nos últimos anos, o Estado tem recuado dessa responsabilidade e os municípios de forma isolada não têm condição de fazer muita coisa. A municipalização implantada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) impactou de forma muito negativa em algumas cidades. Nesse momento, o Estado retoma a responsabilidade que nunca deveria ter deixado de ter, que é a de administrar o sistema”, disse.

E já que a ordem é reorganizar, uma das primeiras ações da pasta está totalmente focada na estruturação dos polos de referência para tratamento de doenças crônicas e de outros setores, como o da ortopedia. Na prática, o que a administração quer é diminuir o “êxodo interiorano”, ou seja, o encaminhamento de pacientes que até poderiam ser tratados no interior, mas acabam sendo transferidos para Campo Grande e lotando leitos e corredores dos hospitais.

Um dos estudos da secretaria, que, de acordo com o titular da pasta, está prester a sair do papel, é centralizar o atendimento de ortopedia da região norte do Estado em Coxim. Tavares afirma que médicos especialistas de São Gabriel do Oeste e Chapadão do Sul irão compor a equipe baseada em Coxim e isso fará com que os pacientes das cidades vizinhas que precisem de atendimento no setor da traumatologia não enfrentem quilômetros de estradas até a Capital.

A reportagem, de Aliny Mary Dias, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

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