Cidades

três lagoas

Adolescente e amásio suspeitos de espancar filho de um ano

Com fraturas no braço, a criança foi atendida em hospital de Três Lagoas

Redação

21/01/2015 - 08h27

Menino de apenas um ano de vida foi cruelmente espancado e a suspeita é que as agressões tenham sido cometidas pela mãe e atual convivente, ambos adolescentes de 17 anos. O caso ocorreu na cidade de Castilhos, em São Paulo, mas foi em Três Lagoas, onde a garota morava e deu à luz a criança, que foi descoberto.

O episódio de maus-tratos veio à tona anteontem, quando a conselheira tutelar Miriam Herrera Hamed recebeu telefonema de funcionários do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, com informação de que um menino havia dado entrada na unidade com queimaduras e suspeita de fraturas nos braços, havendo indícios de agressões. 

No hospital, a conselheira conversou com a mãe que disse ter levado o filho para atendimento médico depois de o braço dele inchar. Prestou informações contraditórias sobre as queimaduras percebidas em um dos braços, mas depois assumiu tê-las provocado propositalmente com vela. “A criança está com bicho geográfico no braço esquerdo. Primeiramente a menina disse que colocou vela para acabar com a doença de pele a pedido de um médico de Castilhos. Questionei o nome dele, ela não soube dizer. Depois de muita insistência, admitiu ter queimado o braço do menino por conta própria na intenção de acabar com a enfermidade”, comentou a conselheira. 

Além da queimadura, exames de raios-X detectaram duas fraturas no outro braço do menino e hematomas pelo corpo e cabeça. Sobre as lesões em questão, a adolescente não soube explicar. “Mentiu o tempo todo. Disse que não sabia o que havia acontecido, mas a polícia vai apurar o fato”, enfatizou Miriam. 

Segundo a conselheira, há seis meses a garota morou em um abrigo da cidade e saiu para residir com uma tia, de onde fugiu há cerca de dois meses, mudando-se para Castilhos (SP). Na cidade paulista, estava morando há um mês com um adolescente da mesma idade. Por isso, há suspeita do envolvimento dele também no episódio. 

PATERNIDADE
A adolescente foi questionada sobre a paternidade do filho e garantiu que o rapaz com quem se relacionou é dependente químico e que não tinha contato com ele. No entanto, a conselheira conseguiu falar com o pai biológico, de 28 anos, e descobriu o contrário. O rapaz, inclusive, estava à procura do filho desde que a ex desapareceu. “Ele é trabalhador. Pagava a pensão devidamente. Mais uma vez ela mentiu”, contou. 

Alegando não ter condições financeiras, a tia da adolescente recusou a guarda provisória da criança, que acabou ficando com o pai, morador em um sítio na região. O menino foi levado ontem à Capital para teste anti-hiv, já que o pai e a mãe são portadores da doença. 

O caso está sob investigação e a polícia deve intimar a menor e o atual convivente para depoimentos a fim de esclarecer o caso. 

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