O artefato encontrado no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, no local onde ocorreu a posse do secretariado do governador Reinaldo Azambuja, no dia 1º de janeiro, não oferecia perigo. Caso chegasse a ser detonado poderia causar, no máximo, calor e fumaceira. A “bomba” foi achada na manhã do dia 2, no salão Manoel de Barros, pela equipe que desmontava a estrutura usada na cerimônia.
Segundo as informações da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), apesar de o laudo pericial feito pelo Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF) ter identificado substâncias explosivas, entre elas, enxofre e pólvora negra, classificou-se o artefato como de “baixo potencial explosivo”, com capacidade apenas para assustar em decorrência do calor e fumaça que produziria.
O resultado do exame foi concluído tão logo o Batalhão de Operações Especiais (Bope) encaminhou ao instituto de perícia relatório técnico que já indicava a presença de pólvora no material. No entanto, o documento não especificou o tipo, nem a capacidade de explosão dos componentes. Conforme a Sejusp, as substâncias químicas não ofereciam risco de forte detonação por possuir menor velocidade de reação quando comparadas aos altos explosivos, como uma banana de dinamite, por exemplo.
A reportagem, de Laura Holsback, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.