A disputa velada que foi travada entre o prefeito Gilmar Olarte e a antiga gestão, do ex-prefeito, Alcides Bernal (PP), pelo comando do Instituto Mirim de Campo Grande (IMCG) deu a Olarte uma vitória: indicados pela atual administração, 58 novos associados fazem parte da entidade, em detrimento dos apenas 14 que haviam sido indicados em 2013 por Bernal.
Ontem, parte dessa rivalidade foi visível na assembleia realizada pela entidade, na sede do instituto, a pedido do Ministério Público Estadual (MPE). Ocorre que, alegando não receber os repasses devidos, a coordenação do instituto recorreu ao MPE para que, além de poder receber os pagamentos, também fosse renovado o convênio da prefeitura com a entidade, que atende mil adolescentes com cursos profissionalizantes e salário de mirim-trabalhador.
Alguns repasses, segundo a entidade, não eram feitos desde setembro, mas a situação se agravou em novembro, quando com o fim do convênio entre as partes, a prefeitura deixou de repassar os quase R$ 400 mil mensais. A administração municipal alegava que não fazia o repasse porque o convênio estava vencido desde 21 de novembro e o instituto pedia a renovação, que não era feita.
Até agora, a parceria não foi renovada, mas com a intervenção do Ministério Público, a prefeitura realizou o pagamento de grande parte dos mais de R$ 954,6 mil que faltavam. Até o fim da assembleia, ontem à tarde, por volta das 17h30, pelo menos R$ 804 mil já haviam sido depositados, isso, num espaço de apenas seis horas. O repasse foi feito, conforme acordo com o MPE, para que os nomes de 58 novos associados, todos indicados pela atual administração, fosse à votação.
A reportagem, de Lúcia Morel, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.