Cidades

operação Lava Jato

Petrobras: funcionário da área jurídica denunciou esquema

Petrobras: funcionário da área jurídica denunciou esquema

Redação

04/02/2015 - 11h45
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Venina Velosa da Fonseca, ex-gerente executiva da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, afirmou em depoimento à Justiça Federal que um funcionário da área jurídica da estatal também foi afastado das funções após denunciar reuniões em que contratos aditivos eram negociados.

Venina prestou nessa terça-feira o primeiro depoimento como testemunha nas investigações da operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras. No ano passado, ela disse que foi afastada da estatal após denunciar desvios na empresa.

Ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações, a ex-gerente confirmou que teve conhecimento de que assuntos internos da empresa eram levados ao grupo de empreiteiras, formado pela Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial).

Em julho de 2009, o gerente Fernando de Castro Sá tomou conhecimento de alguns documentos sobre reunião dos advogados da Petrobras e da Ademi na empresa. Era solicitado que as empresas fizessem o pedido de aditivos de forma clara e organizada, já que eram considerados confusos e ficava difícil organizar.

"Quando ocorreu isso, ele me falou que montou uma documentação sobre o assunto, encaminhou ao gerente jurídico da Petrobras, Nilton Maia. Em vez de ele se sentir apoiado, Nilton Maia criou uma comissão disciplinar, uma sindicância, e esse gerente foi afastado das funções e colocado em uma sala, por um período, sem trabalho", relatou.

 

Obra superfaturada

Venina Velosa também afirmou que houve uma "escalada de preços" nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, principal área investigada na operação Lava Jato. Segundo a ex-gerente, o fato ocorreu porque o ex-diretor de Serviços e Engenharia Renato Duque desaprovou o novo modelo de contrato que responsabilizaria as empresas em caso de prejuízos.

No primeiro depoimento, Venina respondeu apenas a questões relacionadas ao pagamento de propina das empreiteiras e da formação de cartel, na ação penal em que a Engevix é investigada. Ela ainda deve prestar mais quatro depoimentos nos processos de outras empreiteiras.

Nesta quarta-feira, a partir das 14h(Horário de Brasília), os empresários Augusto Mendonça, Júlio Gerin de Camargo e  Meire Pozza, a ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, voltam a prestar depoimento à Justiça Federal em Curitiba.

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