O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul homenageou na tarde desta sexta-feira (27) o Desembargador Júlio Roberto Figueira Cardoso, que presidiu o Tribunal do Júri por 15 anos e os advogados criminalistas Ricardo Trad e Renê Siufi. Além das homenagens o tribunal inaugurou a Exposição Histórica Permanente e a Galeria de Ex-presidentes do Júri da Comarca de Campo Grande. A iniciativa das homenagens foi do Juiz Carlos Garcete da 1ª Vara do Tribunal do Júri.
Criado há 104 anos, o Tribunal do Júri de Campo Grande foi palco de julgamentos de repercussão nacional e internacional, com os homenageados sendo protagonistas em vários deles. Entre os casos relembrados está o da Miss de Campo Grande, Gleise Dutra de Deus, que foi morta no dia 1º de março de 1980, cujo julgamento terminou dez anos depois.
Outro caso de muita repercussão foi o caso do assassinato da prefeita de Mundo Novo, Dorcelina Folador, em que o julgamento dos acusados foi realizado em 2003. No mesmo tribunal, o traficante Fernandinho Beira-Mar, foi condenado pela morte do traficante João Morel.
O Desembargador Júlio Roberto Figueira Cardoso, que foi um dos homenageados disse que o brasileiro tem o costume de associar júri com justiça, segundo ele, hoje tudo que você pensar nos últimos 10 anos quando se pensa em justiça se pensa em tribunal do júri, por isso, o tribunal tem tanta fama e por tanto tempo representou o Poder Judiciário.
A reportagem, de Gildo Tavares, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.