Dona de cachorro conseguiu na Justiça evitar que o animal fosse sacrificado em Campo Grande. O animal de estimação foi diagnosticado com leishmaniose pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), porém, a mulher entrou com ação alegando que obteve resultado negativo para a doença em exame realizado em clínica particular.
A autora da ação apresentou documentos sustentando que o tratamento para a doença apresenta cura clínica, cura epidemiológica ou não apresenta cura parasitológica e que sacrificar os cães não é a solução. Destacou a necessidade de o Município de Campo Grande adotar o método de teste da imunofluorescência indireta como instrumento de triagem e, em caso positivo, fazer-se o teste confirmatório para que, somente após este, seja formalmente notificado que o animal investigado possui a leishmaniose visceral canina.
A Justiça concedeu a guarda provisória da cachorra, sob a condição de que prossiga no tratamento do cão, apresentando o resultado dos exames, até que se obtenha diagnóstico definitivo, ou até o julgamento da ação, o que ocorrer primeiro.