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Energia elétrica e combustíveis elevam custo de vida na cidade de São Paulo

Energia elétrica e combustíveis elevam custo de vida na cidade de São Paulo

Redação

09/03/2015 - 23h00
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O custo de vida na cidade de São Paulo subiu 1,40%, em fevereiro, na comparação com janeiro deste ano, e a inflação em 12 meses, de fevereiro de 2014 a fevereiro deste ano, apresentou variação de 7,9%, informou hoje (9) o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O resultado mais alto do segundo mês do ano sobre o primeiro reflete, principalmente, os avanços em habitação (2,19%) – pressionado pelo reajuste de energia elétrica (13,87%) – e em transporte (3,14%), influenciado pela correção no preço da gasolina (7,5%).

Em alimentação, a taxa indicou alta de 0,88% e em saúde, de 1,26%. Neste último, o destaque foi a assistência médica (1,52%), com elevação no valor das consultas médicas (1,04%) e dos seguros e convênios (1,63%). Em relação aos alimentos, as refeições fora de casa tiveram alta de 1,36%; os alimentos in natura e semielaborados, 1,02%, e os produtos da indústria alimentícia, 0,36%.

Entre os itens que mais encareceram estão os legumes (17,56%). O tomate aumentou 17,67%, o pepino, 23,24%; a vagem, 23,88%, e o chuchu, 36,04%. No segmento das hortaliças (7,56%), as maiores elevações foram verificadas em relação à couve-flor (9,84%) e alface (8,20%).

A combinação dos alimentos arroz e feijão pesou mais no orçamento, com uma elevação média dos grãos em geral em 2,38%. O feijão carioquinha aumentou 6,39% e o arroz, 0,74%. Com o aumento da oferta, a batata apresentou queda de 5,75%. A cebola ficou 10,31% mais cara e a cenoura, 13,6%.

Os ovos aumentaram 6,33%, enquanto as aves recuaram em 0,83%. A carne bovina subiu 0,39% e a suína apresentou queda de 0,91%. No segmento dos processados, destaque para o óleo de cozinha (2%), a salsicha (1,95%), os refrigerantes (1,53%) e o café em pó (1,25%).

O levantamento indicou ainda estabilidade nos grupos de despesas educação (0,01%) e nenhuma alteração nos grupos: equipamentos; recreação despesas diversas. Em vestuário, a taxa ficou negativa em 0,01%.

A inflação foi maior para as famílias de maior poder aquisitivo, com renda média de R$ 2.792, com variação de 1,46%. Na faixa média com renda de R$ 934 a taxa oscilou em 1,36% e entre os mais pobres, com renda de R$ 377, o índice atingiu 1,24%.

Em um ano, quatro dos 10 grupos pesquisados indicaram altas acima da média da inflação: transporte (9,85%), alimentação (9,40%), educação e leitura (8,43%) e habitação (8,24%).

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