Gangues de pichadores utilizam as redes sociais para marcar “rolezinhos”, competições e autopromover os atos de vandalismo em Campo Grande. A onda de pichação aumentou tanto nos últimos anos (envolve até contato com grupos de outros estados), que pela primeira vez, a Polícia Civil abriu inquérito com pelo menos quinze pessoas já identificadas.
À frente da investigação, o delegado Wilton Vilas Boas de Paula diz que após a identificação de todos os envolvidos, pedirá a decretação de mandado de prisão. “Além da poluição visual, existe também o prejuízo dos donos de imóveis. Se não houver punição, vão continuar rindo da sociedade”, afirma.
Segundo Vilas, existe um certo tipo de competição entre os pichadores, motivados pela adrenalina do perigo de serem flagrados. Os grupos também se dividem por regiões da cidade, como zona leste, norte e assim por diante. Assim, cada um deles fica responsável por atacar o seu específico território.
A reportagem, de Rafael Bueno, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.