Cidades

HOMOFOBIA

Jovem gay é agredido dentro de sala de aula

Segundo o estudante Antonio Carlos Archibald, o caso aconteceu por volta das 20h

Redação

21/03/2015 - 17h45
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Um estudante publicidade e propaganda de 23 anos foi agredido pelo namorado de uma colega de sala dentro do Centro Universitário Central Paulista (Unicep), em São Carlos (SP), na noite de sexta-feira (20), após uma discussão por silêncio em uma aula. O rapaz, que é homossexual, levou 36 pontos no rosto por conta das agressões. Ele registrou boletim de ocorrência e considera o caso como homofobia, pois foi chamado de 'viado' pelo agressor e sua namorada. A faculdade condenou o ato de violência e informou que está tomando as devidas providências no caso. Os jovens envolvidos não foram localizados pelo G1 para comentar o caso.

Segundo o estudante Antonio Carlos Archibald, o caso aconteceu por volta das 20h. Durante uma aula, ele explicou que pediu para uma colega parar de conversar, pois estava atrapalhando. “Ela continuou e após um tempo pedi novamente, fui mais grosso e ela se irritou e começou a discutir, fazer um escândalo. Me chamou de viado e eu a xinguei também”, disse.

Durante a discussão, o rapaz disse que foi agredido no rosto e revidou empurrando a jovem, que caiu. “Outros alunos sentiram as dores dela e queriam me agredir, só que o professor interferiu e eu fui embora para casa”, relatou.

Em casa, ele disse que recebeu uma ligação da universidade pedindo para que ele voltasse, já que a jovem teria se arrependido e estava com a coordenadora do curso para que conversassem e ela pedisse desculpas. “Antes deu chegar à coordenação, três rapazes, que também estudam na Unicep, me esperavam na minha sala, entre eles o namorado da menina. Fui me aproximando, eles chegaram em mim e o namorado dela atirou minha cabeça contra a parede da faculdade, que é feita toda em vidro. Me chamou de viado e um monte de coisa, enquanto os dois amigos dele me cercavam para eu não ter como fugir”, disse.

O rapaz disse que não revidou às agressões porque não gosta de brigas. Em seguida, eles fugiram e não foram encontrados. “A coordenadora do curso me acompanhou até o hospital. Meus pais estão em choque e minha mãe só chora porque poderia ter sido pior”, explicou.

Homofobia

Ele considera que foi agredido por ser homossexual e postou no Facebook um relato sobre o caso com fotos no rosto ferido. “Nunca tive problemas com ela e nem com ele. O ocorrido foi só um estopim para ele fazer o que já tinha vontade. Considero sim um caso de homofobia”, disse.

Ele registrou um boletim de ocorrência, mas foi orientado pela Polícia Civil a fazer outro na segunda-feira (23), porque não tinha o nome dos envolvidos. “Segunda-feira eu vou para faculdade porque faço questão de mostrar para as pessoas que o que aconteceu comigo. Não tem explicação isso. Meu pai está fazendo o que pode para que essas pessoas paguem pelo que fizeram comigo“, afirmou.

Unicep
Em nota, a Unicep informou que desaprova a violência dentro e fora da faculdade, que está dando assistência ao aluno e tomando as providências sobre o caso. Veja abaixo a íntegra do comunicado:

"O Centro Universitário Central Paulista, a UNICEP, informa que, quanto ao ocorrido na noite desta sexta-feira (20), em que um desentendimento entre alunos resultou em uma das partes se ferir, DESAPROVA qualquer tipo de violência dentro e fora de suas dependências.
Informa também, que deu todo o suporte ao aluno ferido, bem como à sua família.
Sendo assim, UNICEP explica que está tomando todas as devidas providências no caso".

 

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