Ministério Público Estadual, Águas Guariroba e pesquisadores têm ideias muito diferentes sobre o uso do lençol freático de Campo Grande. O MPE argumenta que poços particulares contaminam as águas subterrâneas da cidade e pede para que eles sejam tapados. Na semana passada, que antecedeu o Dia Mundial da Água (comemorado hoje), a guerra por este tesouro subterrâneo voltou à pauta de autoridades e ambientalistas.
Quem pesquisa há 40 anos o tema, no entanto, afirma que, se a concessionária coleta e trata 75% do esgoto conforme divulga, não existe risco de contaminação ambiental. Atualmente, a Águas Guariroba tem 144 poços utilizados no abastecimento da Capital, 10 deles diretamente do Aquífero Guarani. A empresa ainda garante que existem 25 mil poços privados na cidade; número que não é confirmado pelos órgãos de controle, como o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).
A reportagem, de Lairtes Chaves, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.