Cidades

quadro crítico

Governo vê chuvas de março como insuficientes

Governo vê chuvas de março como insuficientes

Redação

01/04/2015 - 19h00
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Com o fim da temporada de chuvas, o governo federal apresentou nesta quarta-feira um quadro crítico da disponibilidade de água para os Estados do Sudeste, reforçando a necessidade de controle da redução das vazões nos reservatórios da região, incluindo o sistema da Cantareira, que abastece São Paulo.

"Mesmo tendo sinais de mais água nos reservatórios, os quadros todos continuam críticos", disse o presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Abreu, a jornalistas em entrevista no Palácio do Planalto em Brasília.

Especificamente sobre o Sistema Cantareira, que abastece a capital de São Paulo, a avaliação foi a de que houve recuperação em fevereiro e março, com chuvas abundantes, mas que, ainda assim, as vazões estão entre 60% e 65% das vazões médias.

"O que choveu não foi suficiente para recuperar o Cantareira", disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, informando que a retirada de água o reservatório está sendo de apenas um terço do que usualmente era extraído.

Ao contrário das chuvas abundantes em março, o mês de abril não deverá despontar como um período super chuvoso, segundo as previsões do diretor do Centro de Monitoramento de Alertas e Desastres Naturais, ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre. "No sudeste chove cerca de 70 a 80 milímetros em média, que é metade da chuva de março. Espera-se algo dentro disso", disse.

Com esse quadro, Izabella informou que o governo federal continua negociando com o Estado de São Paulo a retirada de água do Sistema Cantareira no restante do ano.

Em termos gerais, para os demais reservatórios do sudeste, com ênfase nos de Minas Gerais, a avaliação foi a de que o sistema de monitoramento e controle de retiradas permanecerá por prazo indeterminado.

Seca persiste no nordeste

Um quadro crítico de disponibilidade de água foi traçado também para a região nordeste, que enfrenta o quarto ano seguido de seca com 56 municípios em situação de colapso no abastecimento hídrico.

De acordo com o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, o número de cidades em colapso pode ser ampliado de 56 para 105 municípios. Diante desta ampliação, o governo federal decidiu nesta quarta-feira, segundo Occhi, intervir para oferecer apoio.

"Ainda não definimos quando e como, mas [o apoio] será feito", declarou Occhi, afirmando que espera apresentar mais detalhes sobre a medida na semana que vem.

Além disso, o governo reafirmou que as obras de transposição do rio São Francisco permanecem como prioridade, assim como obras de melhoria da disponibilidade de água no Ceará e Paraíba. Também permanecem como prioridade as ações emergenciais de perfuração de poços e oferta de carros pipas nas localidades em condições mais drásticas.

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