Em crise, e cortando valores dos plantões e das gratificações, a prefeitura da Capital ainda não consegue garantir qualquer proposta de reajuste aos servidores municipais. Na manhã de ontem, o prefeito Gilmar Olarte (PP) destacou que o cofre municipal foi “assaltado” em R$ 200 milhões pela diminuição de repasses da União e do Estado, e que o momento é de reduzir despesas e não de aumentá-las. A insegurança sobre os reajuste fortalece a preocupação do Sindicato dos Servidores Municipais (Sisem), que afirma que o Executivo municipal tem se aproveitado do discurso de crise para não conceder reajuste salarial aos trabalhadores.
O prefeito Gilmar Olarte (PP), frisou que o cenário não é otimista. O repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) caiu 25%, e o repasse do governo estadual no ICMS é o menor dos últimos cinco anos, correspondendo a um terço do total esperado para o primeiro trimestre. “São 200 milhões a menos e nós precisamos ter juízo para se unir e garantir um grande impacto social, apesar das dificuldades. Vamos continuar fazendo todos os ajustes necessários para vencer esse desafio”, afirmou.
A crise no caixa da prefeitura tem impacto direto sobre a negociação salarial dos servidores municipais. O prefeito não garantiu sobre como fica o aumento de salário dos funcionários públicos, considerando que a data-base do reajuste é maio. Nas palavras do chefe do executivo “a prefeitura está preocupada em reduzir e em não aumentar as despesas, com previsão de saúde financeira para crescimento apenas no ano que vem”.
A reportagem de Lairtes Chaves está na edição deste domingo (19) do jornal Correio do Estado.