Em protesto pela fixação de uma tabela para frete mínimo, caminhoneiros de Mato Grosso do Sul iniciaram as manifestações nas rodovias, no início da manhã desta sexta-feira (24), e há pelo menos três pontos de protestos em todo o Estado.
Em Campo Grande, na BR-163, saída para São Paulo, a fila de caminhões chega a 3 quilômetros no sentido Capital-SP, no sentido da saída pra Sidrolândia, a fila é de 1 quilômetro.
Apesar dos protestos, não há congestionamentos, tudo porque os caminhoneiros estão liberando passagem de veículos de passeio, ambulâncias e caminhões com carga viva ou perecível.
Diferente dos protestos de fevereiro, os caminhoneiros recebem apoio, dessa vez, de integrantes do movimento Fora Dilma. Há cartazes pedindo pelo fim do Partido dos Trabalhadores (PT) e da corrupção. Os manifestantes que não são caminhoneiros, estão apoiando os profissionais com água e comida.
Também há registros de manifestantes na região da Avenida Três Barras, na Capital e na região do Aeroporto Teruel.
Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanham o movimento e em Dourados, na BR-163, a rodovia também segue interditada para caminhões. Por lá, o protesto começou às 9h15 de hoje e carros de passeio também estão sendo liberados.
FRETE
A tabela de frete mínimo, buscada pelos caminhoneiros, aumentaria em torno de 30% o valor do frete praticado hoje. Eles alegam que esse valor é necessário para cobrir os gastos com o transporte e protegê-los de oscilações do mercado que, segundo eles, costumam repassar a baixa lucratividade no preço do frete.
A tabela sugerida pelo governo seria apenas referencial, ou seja, não teria cumprimento obrigatório.